i.04. Denominações


Em inglês, espanhol, catalão, italiano e português, este intrumento é chamado simplesmente de Viola, com a respectiva pronúncia na língua em que é falada.
Curiosamente a palavra Viola foi utilizada até o Século XVI para denominar genericamente qualquer instrumento de cordas tocado com um arco.

Em inglês, nos seus primórdios a viola era denominada de Tenor. Em alemão, e também nos seus primórdios, era chamada de Violetta, mas atualmente é chamada de Bratsche, uma corruptela de Braccio (braço em italiano).

Em francês ela é chamada de Alto.

Em italiano podemos chamá-la de Alto ou de Alto-viola.

Em Portugal, além de viola, também é conhecida como Viola d'Arco e como Violeta. Curiosamente o nome Violeta no Brasil é usado para denominar um instrumento de cinco cordas da família dos dedilhados, como o violão.

Após diversas pesquisas sobre sua denominação no Brasil, seguem as encontradas: Viola de Arco, Viola Clássica, Viola Erudita, Viola Sinfônica (utilizada pela Escola Municipal de Música da Cidade de São Paulo) e Viola Orquestral (citado por Henrique Autran Dourado no Dicionário de termos e expressões da música). Pessoalmente acredito que tantas denominações derivaram das tentativas frustradas de popularizar uma única denomição.

Eu particularmente prefiro chamá-la de Viola de Arco. Mas há os que a chamam apenas de Viola, e certamente são aqueles inseridos em um contexto específico, onde este instrumento é único, singular, como em uma orquestra tradicional.

Há os que a chamam de Viola de Braço. Não me agrada pois este termo também é empregado para denominar a família de instrumentos da qual pertence a Viola de Arco. Portanto, causa confusão.

O termo Viola Clássica também não me agrada pois este termo também é usado na denominação de um instrumento dedilhado da família dos violões, e pode continuar gerando confusão entre instrumentos diferentes.

Há os que a chamam de Viola Erudita. Também não me agrada pois passa a falsa impressão de um instrumento exclusivamente erudito, quando na verdade também é um instrumento para a execução de música popular. Pelo mesmo motivo me desagradam os termos Viola Sinfônica e Viola Orquestral.

Em função da nossa aproximação já conquistada com este instrumento, acredito que entre as tantas denominações citadas, nós, neste estudo em particular, podemos chamá-la apenas de Viola.

O instrumentista que toca Viola é chamado de violista.

Resumo:
  • Denominação frequênte em inglês, em italiano, e no Brasil para os íntimos: Viola.
  • Denominação frequênte em alemão: Bratsche.
  • Denominação frequênte em francês: Alto.
  • Denominações frequêntes em Portugal: Violeta e Viola d'Arco.
  • Denominação que considero mais adequada no Brasil: Viola de Arco.
  • Denominações que considero sem fundamento no brasil: Viola de Braço, Viola Clássica, Viola Erudita, Viola Sinfônica e Viola Orquestral.

iv.04 A Origem do Método para Viola

O primeiro método (ou tratado) para Viola foi publicado em 1.543 por Ganassi Fontego sob o nome de Regola Rubertina and Lettione Seconda.


De fato, o método trata da Viola da Gamba, uma ancestral comum à Viola de Arco. O método aborda a questão de como tocar o instrumento, que na época era relativamente novo. É um livro extremamente importante para ambos os músicos e musicólogos, e revela muito mais do que apenas tocar. Ganassi foi um velho sábio, e suas atitudes para a música e conselhos gentis são úteis ainda hoje.


O livro aborda como segurar o instrumento e arco, como afinar cada tamanho de viola, aborda acordoamento, a teoria da música, como ler sua tablatura (que é muito complexa, mas revelador). E para ilustrar estes pontos, ele também escreveu várias peças chamadas na época de ricercar ou ricercarta, que era um tipo de composição instrumental do fim do período Renascentista e início do Barroco, tornando este livro uma obrigação sobre a prática musical do século XVI (relevante principalmente à Viola da Gamba). 

iv.02 Métodos para Viola

Na música , um método é uma espécie de compêndio (resumo do mais indispensável de um estudo) para um determinado instrumento musical ou uma determinada maneira de tocar o instrumento. Um tratado já não resume tanto o assunto abordado, de forma a convencionar entre seu público alvo a arte e o manuseio do instrumento.

O método geralmente contem gráficos com a posição dos dedos (dedilhado ou digitação ou tablatura), escalas e numerosos e difirentes exercícios, por vezes simples études, em diferentes claves, em ordem crescente de dificuldade (= em progressão metódica) ou com foco em aspectos isolados , como fluência, ritmo, dinâmica, articulação e assim por diante. Às vezes, há também recitais, até mesmo com acompanhamento.

Estes métodos diferem desde livros de estudos que servem como um curso linear para um estudante seguir em uma orientação concistente, até os volumes de estudos não são tão compreensíveis.

Como é típico dos métodos instrumentais destinar-se ao uso como material didático pelo professor no apoio da aula instrumental ( ao invés de facilitar o auto-aprendizado ), geralmente nenhuma técnica de reprodução básica ou especial são encontradas. Instruções detalhadas a este respeito só são encontrados, em especial, em métodos auto-didatas.

Alguns métodos são especialmente adaptados para os alunos em determinados níveis de habilidade ou estágio de desenvolvimento psicossocial. Em contraste, um "método" completo (por vezes, em vários volumes), destina-se a acompanhar o aluno até que ele se torne um músico avançado.

Métodos de certos autores ou editores atingem o status de obra-padrão (refletindo as diferenças regionais e culturais) e são publicados ou reeditados por diferentes companhias e em diversos arranjos. A Método Suzuki é provavelmente o exemplo mais popularmente conhecido.

A seguir estão dois métodos de interesse histórico e de domínio público:


Título de trabalho: Médoto de Viola
Compositor: Eugenio Cavallini
Qde. de Seções: 3 seções
Qde. de volumes: 3 volumes
Ano da Primeira Publicação: 1845
Estilo da Peça: Romântica
Arranjado para: Solo de Viola, Viola e Piano
Conteúdo original:
  • Parte 1ª – Elementi, Scale, piccoli Solfeggi e Studi progressivi (Exercícios Elementares e Progressivos)
  • Parte 2ª – 24 Studi in Tuoni Minori (24 Estudos em Tonalidades Menores)
  • Parte 3ª – Variazioni, Fantasie, ecc. con accompagnamento di Pianoforte (Peças para Viola e Piano)
     1.Fantasia
     2.Souvenir
     3.Fantasia originale
     4.Tema con Variazioni
     5.Polacca
     6.Fantasia originale
     7.Tema Variato
     8.Adagio Variato dell’Opera Poliuto
     9.Serenata



Título de trabalho: Viola Method, Op.34
Compositor: Giorgetti, Ferdinando
Número do Opus/Catálogo: Op.34
Qde. de Seções: 3 seções
Qde. de volumes: 1 volume
Ano da Primeira Publicação: 1840
Estilo da Peça: Romântica
Arranjado para: Viola e Piano
Conteúdo original:
  • Parte 1ª – Esercizi, Scale e Duetti (Exercícios, Escalas e Duetos)
  • Parte 2ª – Sei Studi Caratteristici (6 Estudos Característicos para Viola e Braço)
     1.Il Chiaccherone
     2.Il Retrogrado (Overtura)
     3.L’Irrequieto
     4.Il Matto
     5.Marcia Funebre
     6.Il Tranquillo
  • Parte 3ª – Gran Solo in forma di Scena drammatica (Solo para Viola e Piano)


Fontes: Wikipedia.org, imslp.org

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